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A criação da Fundação Cuidar O Futuro foi um dos projectos a que Maria de Lourdes Pintasilgo dedicou grande parte do seu tempo, no último período da sua vida. Era um projecto que transportava consigo há alguns anos, o de dar uma expressão institucional a questões e a causas para ela fundamentais, mas a oportunidade para definir a sua concepção e definir os seus objectivos só surgiu em 2001, ano em que a Fundação foi criada.
“A FCF nasce, (como Maria de Lourdes Pintasilgo costumava dizer) por um lado, da lógica dos meus empenhamentos públicos e, por outro, da dinâmica do movimento Graal a que pertenço.”
A Fundação Cuidar O Futuro é uma instituição de direito privado, de solidariedade social e sem fins lucrativos. Foi fundada em 13 de Julho de 2001 pela Associação Graal, tendo os seus estatutos sido publicados no Diário da República, 2.ª série, n.º 248, de 25 de Outubro de 2001. A Fundação foi reconhecida por despacho do Ministério da Administração Interna, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 21, de 25 de Janeiro de 2002.
O nome da Fundação tem origem no título, Cuidar O Futuro, atribuído ao relatório publicado em livro em 1998 e traduzido para várias línguas, elaborado pela Comissão Independente para a População e Qualidade de Vida, a que Maria de Lourdes Pintasilgo presidiu entre 1992 e 1997, sob a égide das Nações Unidas. O trabalho de investigação e de apresentação de propostas levado a cabo por esta Comissão, influenciou profundamente a vida cívica de Maria de Lourdes Pintasilgo, a que não foi também alheia, a influência na criação e concepção da presente Fundação.
Nos estatutos da Fundação Cuidar O Futuro, encontramos as linhas estruturantes que têm pautado e pautarão as suas actividades. Essas linhas constituem um corpo de objectivos, que orientam a Fundação, enquanto sociedade civil, a dar, à sua escala, uma contribuição na criação de condições para um futuro viável, ajudando no discernimento de decisões e acções que sejam vitais para a sobrevivência de todos os seres vivos e do planeta.
Dada a vastidão dos seus objectivos, decidiu a Fundação centrar-se para já em alguns, pretendendo responder aos outros, à medida que os desafios forem surgindo. Pretende-se deste modo, que seja uma instituição, cuja identidade se caracteriza por uma atenção permanente “aos sinais dos tempos”. |
OBJECTIVOS GERAIS |
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Os seus fins estatutários visam elaborar propostas de pensamento e de acção para um futuro viável, inspiradas na “cultura do cuidado”, procurando concretizá-las em domínios de actuação tais como os da educação não formal e formação profissional, do desenvolvimento e qualidade de vida, da saúde, de estudos sobre as mulheres com destaque para o fomento do seu processo emancipatório e efectivação do seu direito à plena participação politica e social. |
IDENTIDADE |
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A FCF é uma Fundação operativa porque realizadora de actividades próprias, através das quais cumpre a sua missão de agente social e politico, de agente de informação e de conscientização junto de públicos diversificados;
A FCF assume-se como parceiro civil de outras organizações estatais ou privadas, de forma a equacionar problemas e elaborar propostas de solução;
A FCF assume-se como instituição vocacionada para dinamizar o diálogo entre associações, tanto ambientais, como culturais, de mulheres e outras, procurando reconquistar a centralidade do bem comum;
A FCF procura ser agente de mobilização de vontades e de pessoas, fazendo germinar novas energias
A FCF valoriza uma espiritualidade assente na ética do cuidado, mas distancia-se, na composição dos seus órgãos e na sua actividade de qualquer denominação religiosa ou referência politico partidária.
A FCF formulou duas linhas principais de acção, para traduzir estes objectivos em actividades:
- Centro de Documentação e de Publicações (CDP)
- Programas de Investigação e de Intervenção
Através do seu Centro de Documentação e de Publicações, a Fundação assume-se também como agente de preservação cultural, enquanto depositária e gestora do acervo documental de Maria de Lourdes Pintasilgo, pretendendo, ao implementar o seu tratamento técnico, disponibilizá-lo à consulta pública.
Quanto às publicações, pretende-se, por um lado, publicar a obra completa de MLP, que irá reunir o que já está publicado mas esgotado ou disperso, e aquilo que é inédito. Por outro lado pretende-se publicar sempre que possível os resultados da investigação produzidos nos vários programas em curso.
Os programas de investigação-intervenção em curso são os seguintes:
- Programa Desenvolvimento e Qualidade de Vida: Novas Abordagens;
- Programa Literacia – Mulheres – Liderança;
- Programa Saúde e Participação. |